Metodologia STEM na escola: O projeto que ganhou a atenção dos alunos

Um dos grandes desafios de um educador é apresentar seu conteúdo de maneira interessante, a fim de engajar seus alunos e atingir maior eficácia no aprendizado. Muitos projetos e atividades acabam se limitando pela metodologia empregada, de modo que o ensino acaba não estimulando o interesse dos alunos e sendo pouco eficiente. Contudo, já existem novas metodologias e tecnologias em favor da educação. A metodologia STEM e a impressão 3D são um exemplo disso. Conheça a história dos professores André Luís Raabe e André Luiz Santana e saiba como eles implementaram a impressão 3D no ensino, por meio do projeto Movimento Maker.  

Trazendo consigo a cultura maker e os conceitos da metodologia STEM, os professores inovam as formas de ensino empregadas. O Projeto é fruto do trabalho desses dois educadores que administram o Laboratório de Inovação Tecnológica na Educação (mais conhecido como LITE) no campus da Universidade Univali de Itajaí em Santa Catarina. Antes de André Santana entrar para o laboratório, Raabe tomava conta e tinha um foco maior em desenvolvimento e estudos em software, foi com a parceria entre os dois que áreas da engenharia foram anexadas ao escopo do laboratório.

Esse modelo de ensino interdisciplinar conhecido por metologogia STEM (Science, Technology, Engineering and Mathematics – em português: ciências, tecnologia, engenharia e matemática), se assemelha ao modelo STEAM também (este acrescenta artes no escopo do modelo anterior). Ambos buscam unir as matérias estudadas, ao invés de forçar uma separação que pode, inclusive, prejudicar o entendimento do aluno como um todo. Esta filosofia interdisciplinar faz toda diferença na formação intelectual e criativa.

Cultura de por as mãos-na-massa

Entre os projetos do laboratório da universidade, um que alcançou grande destaque foi o LITE Maker, que consiste em trazer a cultura maker para escolas com a metodologia STEM. Ou seja, a cultura de desenvolver, produzir e modificar seus próprios itens, tais como brinquedos, tudo em uma estação de trabalho móvel, que pode ser levada para diferentes escolas onde os conceitos são ensinados e a criatividade de alunos corre solta.

Entre os exemplos que o professor Santana nos deu, estão a criação de miniaturas de casas, brinquedos e itens de interesse para as crianças ou que remetem ao emprego de seus pais, por exemplo. O tema era totalmente livre justamente para estimular a liberdade criativa. A ideia não é entregar uma atividade pronta, mas sim deixar os alunos trabalharem em projetos que lhes interessam. Como diz o próprio professor, “elas têm a capacidade de criar”.

alunos e professores

Estação móvel de ensino LITE-Maker

A missão maior do projeto LITE é passar a cultura maker adiante e alcançar cada vez mais pessoas. Com esse intuito de difundir a metodologia para outras regiões, a estação LITE Maker além de ser comercializada, também disponibilizada gratuitamente o projeto e pode ser replicada por qualquer um, o que ilustra o conceito Open Source (código aberto) do laboratório. Esta unidade móvel conta com uma impressora 3D de mesa modelo MakerBot Replicator Mini, que pode ser adquirida diretamente com a Wishbox Technologies no Brasil.  

O LITE Maker conta com a viabilização de cinco principais áreas de espaços maker, sendo estas:

  • Marcenaria
  • Artesanato com papel
  • Eletrônica
  • Modelagem 3D
  • Impressão 3D
ensino STEM
Uma estação completa maker, com impressora 3D, empodera alunos e educadores da universidade Univali que buscam soluções criativas e interdisciplinares para seus planos de aula

Robôs Educacionais Programáveis

Um outro projeto bem interessante do laboratório LITE é o ROPE (Robôs Programáveis Educacionais), um dispositivo que visa o ensino de programação intermediado de forma lúdica através de um robozinho simpático. O foco aqui são crianças de 3 a 8 anos, um ensino que cria raízes e permite a elas desenvolverem desde cedo em conceitos matemáticos, programação e resolução de problemas. Baseado na plataforma Arduino, que possui grande liberdade de programação e implementação, auxiliam ao despertar vocações em engenharia da computação, ciência da computação e design industrial.

ensino STEM

Eletrônica, programação e, é claro, impressão 3D se unem na criação do ROPE.

Leia mais sobre o Projeto ROPE: ação catarinense que visa empoderar a educação

O Papel da Tecnologia

A tecnologia necessária para o ensino estava em mãos, mas os recursos em si não são tudo. “Só a tecnologia por si só não basta, precisa de um alinhamento para ser transformador de verdade” diz o professor Santana. O núcleo deste método de ensino tem como objetivo criar algo novo com um vínculo social, uma ideia de comunidade e de fazer a diferença. O impacto desses valores para a vida dos estudantes é imensurável.

O emprego da impressão 3D no ensino da universidade foi uma escolha óbvia, por se tratar de uma tecnologia segura e com curva de aprendizado amigável que pode ser ensinada facilmente para qualquer tipo de público, sem necessitar de conhecimento técnico avançado. Em um futuro próximo, a equipe do laboratório acredita que a impressão 3D possa ser um conhecimento difundido em todas as escolas e universidades, como o de impressões em papel ou uso de computadores.ensino STEM
Chassi de robô feito por impressão 3D.

A impressão 3D no ensino permite que educadores de diversas áreas unam seus conhecimentos agregados e transmitam lições interdisciplinares, implementando até mesmo outros conceitos, como o ensino STEM. Isso traz para o aluno uma visualização mais ampla e realista de como o seu aprendizado se aplica no mundo à sua volta.

Se interessou e quer saber mais sobre como o uso das impressoras 3D pode transformar a educação no Brasil? Baixe nosso e-book e descubra como aplicar a impressão no ensino, ou fale com um de nosso consultores!